APOGEN: Apenas cinco em cada 10 utentes beneficiam de medicamentos genéricos

Segundo um estudo da Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (APOGEN), a quota de mercado de mercado dos medicamentos genéricos ronda os 49%, o que significa que metade dos utentes em Portugal beneficiam destes fármacos.

O inquérito demonstrou que os medicamentos genéricos permitiram, só nos últimos 10 anos, libertar recursos das famílias portuguesas e do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em quase 4,3 mil milhões de euros. Um valor que corresponde a “quase dois anos de despesas do SNS com medicamentos”.

Em declarações à agência Lusa, Maria do Carmo Neves, presidente da APOGEN, afirmou que os medicamentos genéricos promovem “um acesso mais equitativo ao medicamento”, dado que “tratam um maior número de pessoas com o mesmo custo”.

Além disso, também “libertam recursos financeiros para o SNS introduzir na inovação da saúde e contribuir para o bem-estar da população”, acrescenta.  Em 2020, os medicamentos genéricos permitiam uma poupança de 450 milhões de euros e este ano já economizaram mais de 357 milhões de euros.

“Em cinco anos, temos que ser capazes de que, no mínimo, seis em cada 10 doentes possam usufruir das vantagens dos medicamentos genéricos”, defendeu Maria do Carmo Neves, citada pela agência de notícias.

Para o efeito, a presidente da APOGEN desafiou todos os intervenientes ligados ao setor farmacêutico a unirem-se para conseguir que estas tecnologias representem, em Portugal, níveis de aceitação semelhantes aos restantes países europeus.

Maria do Carmo Neves atribuiu o crédito da “evolução muito favorável” dos medicamentos genéricos ao “trabalho conjunto da indústria farmacêutica”, que promove a investigação, o desenvolvimento e a comercialização destas substâncias terapêuticas.

Porém, também atribuiu parte do mérito ao “próprio cidadão, que tomou consciência de que tem uma alternativa terapêutica mais barata, com as mesma eficácia e segurança do que os medicamentos de referência”.

15-10-2021